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[Opinião] Patrocínio Esportivo no Esporte Amador

(Por Vinícius Eça, 29 de março de 2010) Estava folheando a minha revista Pró Moto # 97, quando levei um “susto” dos bons ao ver uma fotografia do campeão baiano, Caio “Cabrito”. O tema abordado na matéria escrita pelo editor “Pró”, Jeca Jóia, era justamente PATROCÍNIO ESPORTIVO. Sem dúvida o piloto baiano, Caio, é um exemplo que ilustra bem as possibilidades de captação de patrocínio pelo Enduro de Regularidade. Você pode pensar: “Ah! Mas, Caio é um “super-piloto”, disputa roda a roda com os “Mutantes”, qualquer empresa patrocinaria ele”. Não é bem assim, o próprio piloto relata (na revista Pró Moto) que só começou a conquistar seus títulos em 2005 e é patrocinado pela Motoclube desde 2004. Esse é um típico caso em que o patrocínio fez com que o piloto se dedicasse e conquistasse resultados expressivos na carreira.

Zé Bundinha - Categoria Over/40Não podemos esquecer que além do Enduro de Regularidade ser um esporte amador, ainda sofre com a baixa visibilidade característica da modalidade. Isso dificulta ainda mais as coisas em termos de patrocínio, afinal quem está patrocinando não está fazendo caridade, quer ser visto!

Nesse momento muitos pilotos podem se perguntar: “Como fazer para ser visto, então?”. Bom, eu usaria o seguinte ditado para responder: “Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil como está no manual”. Na revista, Jeca Jóia recomenda contatos com a mídia local (jornais, rádios, TV´s e revistas) para que os pilotos possam divulgar seus resultados, fotos e o nome do patricinador (aí está a visibilidade). Isso não é difícil, basta um pouco de dedicação e contato com as pessoas certas. Nesse aspecto, o mais complicado é gerar resultados expressivos nas provas (assim fica mais fácil divulgar) e isso só pode ser resolvido com muito treino e dedicação.

Para ter sucesso nessa empreitada, um bom projeto de patrocínio é essencial. Não é porque o esporte é amador que o projeto também tenha que ser. Muito pelo contrário, quanto mais difícil o patrocínio mais profissional deverá ser o projeto. Para começar, o piloto deverá fazer uma análise de quais empresas tem potencial para patrociná-lo e a partir daí, individualizar as propostas. Mostrando às empresas, de forma personalizada, quais os benefícios que elas terão em patrociná-lo, exaltando a Plástico - Paulo Afonso - Categoria Júniorvisibilidade que estará associada a ele (piloto). Se pudesse resumir, diria que um bom projeto deve ser baseado na teoria dos 5W´s e 2H´s do marketing, ou seja, o projeto precisa responder 7 perguntas: What? When? Who? Where? Why? How? e How much?, ou seja: O que? Quando? Quem? Onde? Por quê? Como? e Quanto custa?

A partir daí, mãos a obra na busca por patrocinadores e visibilidade (não necessariamente nessa ordem). E olha que temos exemplos positivos no Enduro Baiano, além de Caio, temos Plástico (Júnior), de Paulo Afonso, que é patrocinado desde o ano passado, quando ainda corria na Categoria Novatos (resultado de um projeto bem montado).

Falando em visibilidade, o Campeão da revista Pró Moto # 97, foi sem dúvida o piloto Zé Bundinha, da Cat. Over/40, com praticamente um álbum de fotos só dele publicado em 5 páginas da revista (02 matérias).

Será que já vivemos em uma “Logópolis”? Marcas e propagandas fazem parte das nossas vidas.

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Vinícius EçaVinícius Eça é trilheiro, entusiasta do enduro de regularidade e esportes a motor. Especialista em marketing, atualmente está envolvido com pesquisas acadêmicas em mídia esportiva.



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